sexta-feira, maio 27

ÁCAROS: OS INIMIGOS DE HUMANOS E PETS




 Hoje as alergias são uma das principais doenças que atingem tanto os humanos como seus animais.  Em animais, os ácaros são os principais responsáveis pelas irritações cutâneas

Por Andrea F. Nagelstein*

Os ácaros são seres microscópicos com cerca de 0,3 mm cujo alimento principal é a descamação da pele. Nas suas fezes (bolotas fecais) estão seus principais alérgenos. Vivem cerca de 10 semanas, período em que a fêmea põe de 40 a 60 ovos. As condições ideais para seu desenvolvimento são a umidade relativa do ar maior que 50% e clima quente e úmido. Atenção especial deve ser dada ao dormitório do alérgico, uma vez que colchões, travesseiros, roupas de cama, carpetes e estofados são reservatórios de descamações da pele humana, principal fonte alimentar dos ácaros. Calcula-se que devam existir de 500 mil a 2 milhões de ácaros no interior de um colchão, independente das condições de higiene da casa.

Algumas dicas ambientais para amenizar os sintomas de seu pet
Um bichinho tão pequeno e tão feio que precisa ser combatido


-Melhorar ventilação: manter janelas abertas durante o dia. Não tenha receio: vento não faz mal! 
-Limpeza diária dos cômodos, com pano úmido. Evitar produtos de limpeza com odor forte.
-Limpeza de ventiladores e dos filtros do ar condicionado.
-Consertar focos de infiltração e umidade.
-Mobiliário simples e de fácil limpeza. Encapar travesseiros e colchões. 
-Trocar a roupa de cama semanalmente.
-Cuidados no armazenamento de roupas: lavar roupas guardadas antes do uso. Não guardá-las úmidas

*Médica Veterinária com ênfase em Dermatologia Veterinária

Cel: (51) 9811.1689



segunda-feira, julho 20

RESGATE EMOCIONANTE

Apesar do estereótipo de agressividade que causa medo a muitas pessoas, os pit bulls costumam ser criaturas extremamente leais e carinhosas. Alguns tutores irresponsáveis costumam tirar vantagem da lealdade desses cães e os colocam para brigar entre si, lucrando com o sofrimento dos cachorros. Treinados para ser agressivos, os pit bulls sujeitos a essas lutas são uma minoria, mas o estigma de hostilidade se aplica a todos os cachorros da raça. Como resultado, eles são frequentemente abandonados em abrigos ou nas ruas.

A mãe pit bull retratada no vídeo provou que sabe se virar sozinha. Não se sabe como ela foi abandonada, e a cadela transformou a fundação de uma casa em abrigo para si e para seus filhotes.
Quando a dona da casa descobriu a família de cães, acionou a entidade Hope for Paws. Os voluntários da instituição têm bastante experiência nesse tipo de resgate, então não tiveram dificuldade para trazer os filhotes à segurança.
Todos os filhotes já encontraram lares definitivos, mas a mãe, Sansa, ainda espera por adoção.

terça-feira, julho 7

Raposa-do-campo: o único canídeo 100% brasileiro

Ela enfrenta sozinha predadores naturais e o impacto da agropecuária em seu hábitat no interior do Brasil. Agora, as primeiras pesquisas científicas podem esboçar um futuro melhor para a espécie

Já passa da meia-noite e Kerry e Stacie ainda não voltaram para a toca. Enquanto o casal não retorna para casa, seus dois filhotes saem para explorar o ambiente de moitas secas e pedras, alheios à leve brisa que promete trazer uma madrugada longa e fria. Longe da vista dos pais, os pequenos correm, saltam, entram e saem freneticamente de seu lar fincado no meio de um pasto. Os dois filhotes deraposa-do-campo (Lycalopex vetulus) têm cerca de 3 meses de vida, e a toca é provavelmente a terceira que frequentam nessa região de fazendas, rebanhos de gado e muitos cupinzeiros no município de Cumari, sudeste de Goiás.
Na região dominada há muito tempo pela pecuária, o único canídeo 100% brasileiro aprendeu a sobreviver entre tantos outros carnívoros do interior do Brasil – lobos-guará, cachorros-do-mato,suçuaranas. No entanto, sua existência se torna frágil diante das atividades humanas. No mesmo instante em que as raposinhas brincam, Kerry ou Stacie certamente têm de desafiar alguma estrada cheia de caminhões, por exemplo, em busca de alimento para as suas crias.
É nesse cenário hostil para a fauna silvestre que o biólogo Frederico Gemesio Lemos encontrou os elementos necessários para pesquisar a raposinha, um dos sete canídeos menos conhecidos no mundo – no total, são 35 espécies existentes. Em 2002, ainda estudante de graduação, Lemos deparou com um espécime atropelado e resolveu levá-lo à Universidade Federal de Uberlândia. A falta de conhecimento de seus colegas mostrou uma lacuna que deveria ser preenchida. Desde então, ele vem percorrendo as estradas de terra que recortam as fazendas da região conhecida por Limoeiro, no município goiano de Cumari, na tentativa de localizar e entender um pouco mais sobre a ecologia da espécie. Sua equipe adotou o padrão, não usual, de dar nome aos animais, em vez de simples números numa planilha de dados. Cada nome conecta a equipe não apenas a informações científicas mas também a uma memória pessoal.
“Os adultos não dormem com os filhotes na toca”, sussurra Lemos ao meu lado. Estamos a 200 metros de distância do local em que os filhotes continuam com suas brincadeiras. Lá se vão quatro horas desde a última aparição da fêmea Stacie. Enfim, ela surge, desconfiada, por detrás da única árvore da área. Chega sorrateira à toca e emite um som baixo chamando os filhotes, que aparecem alvoroçados e famintos. A mãe cheira um deles, que mama rapidamente. Depois, sai a passos largos rumo ao topo da colina. O filhote menor ainda corre para acompanhá-la, mas logo volta e se junta ao irmão.
EM UM TRECHO DE 15 MIL HECTARES no sudeste de Goiás e do Triângulo Mineiro, desde 2008 Lemos e a bióloga Fernanda Cavalcanti de Azevedo monitoram várias raposinhas, dentro do Programa de Conservação dos Mamíferos do Cerrado (PCMC). “Apesar de ser uma área de agropecuária extensiva, é impressionante a quantidade de carnívoros silvestres e outros mamíferos que temos encontrado”, diz Lemos.
Em 2013, Lemos e Fernanda organizaram uma força-tarefa com vários biólogos e veterinários – daí os nomes da maioria das raposas, escolhidos em homenagem a esses parceiros. Com o apoio de diversas instituições nacionais e estrangeiras, eles fizeram, durante dois meses, capturas para aparelhamento dos animais com radiocolar, realização de biometria e coleta de amostras de sangue. “Queremos acompanhar a gestação das raposas fêmeas monitoradas. Só assim saberemos mais sobre o seu dia a dia e a relação entre o casal – como os canídeos interagem entre si ou com espécies diferentes e quais são seus hábitos alimentares e de defesa.”
A dupla já constatou que pelo menos 40% da população é morta por tiros, envenenamento, perseguição por cães domésticos, fechamento proposital de tocas, atropelamento na ferrovia ou nas estradas que cortam a região. Outras prováveis mortes decorrem de doenças transmitidas por animais domésticos. Alguns moradores reagem mal ao ataque das raposas às criações de galinha. “Os fazendeiros dizem que não se importam com os ‘bichos do mato’. Desde que não entrem em seus quintais”, desabafa Lemos.

Se um animal silvestre não conhece porteiras e divisas, como minimizar tais conflitos? Somos despertados dessas reflexões com o surgimento de um casal de cachorros-do-mato (Cerdocyon thous). Assustados com eles, os filhotes se entocam novamente. A espécie é muito comum no Brasil, e, na região do Limoeiro, seu território se sobrepõe ao das raposinhas. Por isso, talvez Kerry e Stacie mudem de toca com certa frequência. Lemos acredita que, para sobreviver, a raposa se adaptou a um nicho ecológico não muito utilizado por canídeos maiores, usufruindo de tocas de tatu abandonadas e se alimentando de pequenos frutos silvestres e insetos, sobretudo o cupim.
Quando Stacie retorna de sua ronda noturna, os filhotes saem alvoroçados, mas a fêmea se mostra incomodada pelo cheiro dos cachorros-do-mato. Sem pestanejar, pega um dos filhotes pela boca e some noite adentro, seguidos pelo outro. Isso significa que a família abandonou a toca. O instinto de sobrevivência da prole dificulta nossa missão: teremos que recomeçar a busca pela nova morada das raposas.
Nos dias seguintes, dobramos esforços para percorrer a área de fazendas conhecida como Masai Mara – assim batizada em homenagem à grande planície africana dominada por animais selvagens. Seguimos no percalço do casal e seus dois filhotes. No lusco-fusco, notamos a silhueta de tamanduás-bandeira,os passos ligeiros dos cachorros-do-mato e a presença silenciosa de Stacie rondando um aglomerado de pedras. “Ali deve estar a toca”, exalta-se Lemos.
Os cientistas já constataram que a raposa não é um animal solitário, como se imaginava – o casal compartilha a mesma área por um tempo bem maior, mesmo fora do período reprodutivo. “O cuidado do macho com os filhotes começa desde a gestação. O casal se reveza na preparação da toca e nos cuidados com a prole, que pode levar de dez meses a um ano”, conta Lemos.
A nova toca de Stacie não é muito longe da primeira. Entre blocos de quartzito branco, um pequeno buraco dá acesso a uma câmara mais larga. No fim da tarde, os filhotes dão as caras. Os dois estão entrando na fase de se afastarem cada vez mais da toca. Apesar de naturalmente seguirem os pais, algum filhote mais ousado pode decidir desbravar o ambiente por conta própria. É aí que mora o perigo, pois ainda são muito vulneráveis principalmente aos cachorros das fazendas. Por isso, a equipe decidiu trabalhar em áreas afetadas pelo homem. Os cientistas querem descobrir como os animais respondem às frequentes modificações ambientais. “Temos focado nossa pesquisa em áreas fora de unidades de conservação, pois essa é a realidade dos animais. Em Minas Gerais, por exemplo, temos menos de 5% do território protegido.”
 Lemos acredita que é necessário também criar campanhas efetivas de educação e conscientização da população. “À exceção das áreas protegidas, a tendência mundial é de que os animais silvestres tenham cada vez mais contato com o homem. Quero ver os netos de Stacie e Kerry caminhando serelepes por estas colinas, buscando tocas e farejando seu cupim.”
Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL  


sexta-feira, junho 12


A imagem da nossa leitora Renata Machado de Almeida foi vencedora do dia no Concurso Cultural Sua Foto em abril.
Envie agora suas melhores imagens (clicando no link
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quarta-feira, junho 3

QUANTO MAIS BICHOS,MELHOR!

Brasileiros têm 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos

44,3% dos lares têm pelo menos um cão e 17,7% têm ao menos um gato.PR é estado em que mais casas têm cão

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta terça-feira (2), traz novos dados sobre animais de estimação nos lares do país. O instituto aponta que 44,3% dos domicílios do país possuem pelo menos um cachorro, o equivalente a 28,9 milhões de unidades domiciliares. Os dados se referem a 2013.
O IBGE estimou a população de cachorros em domicílios brasileiros em 52,2 milhões, o que dá uma média de 1,8 cachorro por domicílio que tem pelo menos um cão.
Mais cachorros que crianças
O dado mostra que, no Brasil, existem mais cachorros de estimação do que crianças. De acordo com outra pesquisa do IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 2013, havia 44,9 milhões de crianças de até 14 anos.
Esta é a primeira edição da PNS, levantamento que teve seus dados divulgados em dois volumes: o primeiro em dezembro de 2014 e o segundo nesta terça-feira. É a primeira vez, portanto, que o número de cães e gatos de estimação é medido com esta metodologia.
Os números indicam ainda que o Paraná é a unidade da federação em que mais casas têm cachorro: 60,1%. O Distrito Federal está na outra ponta da lista – 32,3% das residências têm pelo menos um cão.
Gatos
Em relação à presença de gatos, 17,7% dos domicílios possuem pelo menos um, o equivalente a 11,5 milhões de unidades domiciliares. Os piauienses são os maiores amantes dos gatos, já que há pelo menos um em 34,2% dos seus domicílios. O Distrito Federal, com 6,9% , é a unidade da federação em que menos lares têm gatos.
A população de gatos em domicílios brasileiros foi estimada em 22,1 milhões, o que representa aproximadamente 1,9 gato por domicílio que tem esse animal.
Vacina
A pesquisa indica ainda que 75,4% dos lares que têm cão ou gato deram a vacina no período de um ano antes da data da pesquisa. Isso significa que um em quatro desses animais domésticos não havia sido vacinado – a imunização contra raiva deve ser anual.

FONTE:G1

sexta-feira, maio 22

BIODIVERSIDADE

HOJE  É O DIA DA BIODIVERSIDADE 
Conheça 20 felinos extraordinários em nossa galeria de fotos 
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Preparamos uma série de posts especiais para a data. Não perca!
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terça-feira, abril 28

Rescued tigers swim for the first time

Quando Carli e Lily foram resgatadas no ano passado em uma "suja e degradada gaiola" em Buffalo, Nova York, eles estavam ansiosos e com medo - eram animais que nunca tiveram a oportunidade de aprender como é ser selvagem.
E graças ao Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (International Fund For Animal Welfare , IFAW), Carli e Lily foram salvas e levadas para uma casa nova sob os cuidados do Safe Haven Rescue Zoo, em Nevada.
Kelly Donithan, do IFAW, dirigiu até Nevada para visitá-las em seu novo lar, e para vê-las tentar nadar pela primeira vez.
Carli está sentindo um pouco mais desconfiada da coisa toda e, por isso, Lily tenta mostrar-lhe como a piscina é fantástica.

segunda-feira, abril 20

COMO OS BEBÊS


Cães usam olhar para despertar nosso amor
Pesquisa aponta que ligação entre cachorros e seus donos é formada a partir do mesmo processo que une mães humanas a seus filhos pequenos

Se você acha absurdo esse negócio de tratar cachorro como filho, talvez seja hora de rever seus conceitos. Uma nova pesquisa sugere que o elo entre um cão e seu dono é forjado, em parte, graças ao mesmo mecanismo bioquímico que fortalece a união entre as mães humanas e seus bebês.

Trata-se de um sistema orquestrado pela oxitocina, hormônio liberado pelo cérebro dos mamíferos em situações como o parto, a amamentação, o cuidado com a prole e as relações sexuais. Sabe- se que, na nossa espécie, trocas de olhares entre genitoras e bebês criam um “círculo virtuoso” de produção de oxitocina. Os níveis da substância aumentam no organismo dos recém-nascidos, levando-os a se apegar às mamães; nelas, por sua vez, a oxitocina também sobe, incentivando ainda mais os cuidados com o nenê.

Foi mais ou menos isso o que a equipe de Takefumi Kikusui, da Universidade Azabu, no Japão, demonstrou ao estudar 30 donos de cães e seus animais. Os resultados estão em artigo na revista Science. Gatos não têm mecanismo similar.

Já havia pistas de que algo especial ocorre quando um cão e seu dono se olham. Uma das peculiaridades dos cachorros domésticos é que, diferentemente de quase todas as demais espécies de animais, eles buscam o contato visual com humanos e seguem naturalmente o olhar das pessoas, a exemplo do que a maioria dos bebês da nossa espécie faz desde o nascimento. Outros mamíferos, como os lobos (parentes mais próximos dos cachorros na natureza), costumam interpretar o “olho no olho” como sinal de desafio, e não como um convite à interação social.

SOBREVIVÊNCIA DOS MAIS BONZINHOS

Os pesquisadores decidiram incluir no estudo também lobos criados como animais domésticos. Kikusui recolheu duas amostras de urina de canídeos e humanos, antes e depois de um período durante o qual os bichos e seus donos ficaram interagindo. A urina serviu para estimar quanta oxitocina estava no organismo.

O resultado: donos e cães que buscavam contato visual uns com os outros tiveram um grande aumento dos níveis do hormônio – de cerca de 400% e 150%, respectivamente. A frequência de olhares mostrou ter relação direta com esse resultado, que não apareceu no caso dos lobos.

Em análise da pesquisa escrita para a Science, Evan MacLean e Brian Hare, especialistas em comportamento animal da Universidade Duke (EUA), dizem que os dados fortalecem a ideia de uma “sobrevivência dos mais bonzinhos” como ponto central da domesticação dos cães no passado remoto. Os primeiros humanos teriam selecionado os ancestrais dos cães domésticos com base em sua docilidade. Tal característica está ligada a traços mais infantis, que incluem tanto detalhes físicos – as orelhas caídas e olhos maiores, inexistentes entre lobos adultos – quanto comportamentais, como a menor agressividade.

Se isso for verdade, faz todo o sentido que os cães tenham “hackeado” os sistemas emocionais humanos ligados ao cuidado com a prole, já que eles tendem a se comportar como filhotes e a se parecer com eles mesmo depois de adultos. Isso os ajuda a conquistar os corações de seus amos, mas também faz bastante bem para os seres humanos, cuja qualidade de vida costuma aumentar quando há um cachorro em casa.


Fonte: Jornal Zero Hora


terça-feira, abril 14

Animais Valiosos

No Brasil, existem milhares de abrigos para animais. E quase todos estão superlotados. Muitas pessoas ainda preferem pagar caro por um animal do que adotar um. A ONG Quatro Patinhas acredita que não existe diferença entre animais com ou sem raça. Para mostrar isso, a instituição convidou um pet shop a ceder os seus expositores durante um dia. Em vez de animais à venda, foram colocados apenas animais para adoção, sem avisar as pessoas. Afinal, melhor que comprar uma vida, é salvar uma.

terça-feira, abril 7

CARTA ABERTA À SOCIEDADE GAÚCHA


ATIVISTAS E ONGS DO RS LANÇAM CARTA ABERTA PELO FIM DO SACRIFÍCIO DE ANIMAIS EM RITUAIS


Defensores dos animais do RIo Grande do Sul divulgaram a Carta Aberta à Sociedade Gaúcha, mobilizando a sociedade para a votação, na Assembleia Legislativa do RS, do projeto que reestabelece o texto original do Código Estadual de Proteção Animal, proibindo o uso de animais em rituais religiosos. A votação sobre a constitucionalidade do projeto ocorrerá na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), dia 7 de abril.
O Olhar Animal é signatário da Carta. Outras ONGs que desejem apoiar o documento (mesmo sendo de outros estados) podem solicitar a inclusão à jornalista Gelcira Teles pelo e-mail: ​​jorngelcirateles@yahoo.com.br
Abaixo a introdução, redigida pela mesma jornalista, seguida da Carta Aberta à Sociedade Gaúcha e de um parecer técnico sobre o uso de animais em rituais.
INTRODUÇÃO
"Colegas,
Na próxima terça-feira, dia 7, os deputados do RS vão julgar a constitucionalidade ou não do projeto de lei 21/2015 - que decidirá pela vida ou pela morte dos animais utilizados em sacrifícios rituais. O caso é o seguinte: o atual Código Estadual de Proteção aos Animais (Lei nº 11.915/2003) lista e proíbe diversas práticas de maus-tratos a animais. Mas em 2004, o texto do código recebeu a adição de um parágrafo único, instituindo que as religiões de matriz africana - e só elas - ficariam desobrigadas de obedecer a lei. Beneficiadas por um privilégio que ignora a cláusula pétrea "todos são iguais perante a lei", elas foram liberadas para praticar tortura e morte.
O projeto de lei 21/2015 visa apenas restabelecer a redação original do Código e retirar do texto esse parágrafo discriminatório que contraria o próprio conceito de direito, mas sofreu alegações de inconstitucionalidade, que visam evitar que sequer vá à votação. Marcadas por acusações de racismo e intolerância religiosa, as duas audiências públicas que ocorreram nos dias 24 e 25 de março privilegiaram representantes de religiões de matriz africana. Eram mil contra 25. Tambores, cânticos e gritos ecoavam constantemente durante as poucas falas dos ativistas, num clima de tensão, hostilidade, agressão verbal e até ameaça de agressão física. Por essa razão, ativistas e ONGs do RS lançam a seguinte carta aberta, pelo fim do sacrifício de animais em rituais. Entidades que queiram apoiá-la, subscrevendo, são mais que bem vindas. Abaixo estão a carta aberta e um parecer de veterinário. Em anexo, nosso coração. Link da nossa comunidade, que teve mais de 2 mil curtidas em dois dias:https://www.facebook.com/celebreavidapelofimdosacrificiodeanimaisemrituais
Obrigada,
Gelcira Teles"
CARTA ABERTA À SOCIEDADE GAÚCHA
Nós, ativistas da causa animal, estamos sendo estigmatizados como racistas, preconceituosos e intolerantes, quando na verdade apenas defendemos os direitos de uma minoria, os animais.
Para nós, é falacioso e falso o argumento de que é incoerente proteger os animais nos cultos e ainda assim consumir carne ou aceitar toda a cadeia de exploração dietética ou da indústria de cosméticos, farmacêutica, entre outras. É falso, porque entre nós um grande número já abdicou de explorar os animais, seja por sua carne ou qualquer outro produto advindo deles. É falacioso diante do mérito da lei, portanto, não nos cabem os ataques de incoerência moral.
Assim,
- Considerando que a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela UNESCO em 27 de janeiro de 1978, da qual o Brasil é signatário, preconiza que "o homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los, violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais";
- Considerando que em julho de 2012, cientistas de renome internacional ligados à Universidade de Cambridge – entre eles o neurocientista canadense Philip Low e o físico britânico Stephen Hawking, mundialmente conhecidos - manifestaram-se formalmente e taxativamente quanto à existência de consciência semelhante aos seres humanos em todos os animais, com o anúncio da Declaração de Cambridge durante a Francis Crick Memorial Conference, na Inglaterra;
- Considerando que o Código Estadual de Proteção aos Animais não tem apenas os 12 anos de sua promulgação como Lei nº 11.915/2003, mas 25! Foi proposto pela extinta UGPA (União Gaúcha Protetora dos Animais) em 1990, e debatido durante um ano em reuniões semanais, com a colaboração de mais de 30 pessoas de diferentes profissões, de entidades de todo o Brasil;
- Considerando que o Projeto de Lei nº 21/2015 não é nenhuma novidade, propondo apenas restabelecer a redação original da Lei nº 11.915/2003 e revogar a Lei nº 12.131/2004, preconceituosa e intolerante, que privilegiou as religiões de matriz africana – criando discriminação em detrimento de outras religiões, numa aberração legislativa que envergonha nosso parlamento estadual ao contrariar a cláusula pétrea "todos são iguais perante a lei", e que pretendemos, tão somente, restabelecer a igualdade e eliminar essa discriminação do texto, para que este acréscimo esdrúxulo seja excluído do Código Estadual de Proteção aos Animais, criado para protegê-los;
- Considerando que sacralizar significa retirar o sangue do animal vivo, ou sangria. Sangria sem prévia insensibilização é crime ambiental. O segundo crime ambiental é tirar a vida de um animal com sofrimento. (Instrução Normativa n° 3/2000 do Ministério da Agricultura e arts. 29 e 32 da Lei nº 9.605/1998). O terceiro crime ocorre quando a carne é distribuída. Esses animais não tiveram controle sanitário, foram carneados não se sabe como, sem seguir as normas do Ministério da Saúde. Isso é abate clandestino (art. 7, inciso IV da Lei nº 8.137/1990 e art. 5° da Lei Estadual nº 13.467/2010). Outro crime é a contaminação do solo, pois quando se enterra as vísceras dos animais, esses dejetos são poluentes e infectantes (art. 54 da Lei 9.605/1998);
- Considerando que a Constituição Federal menciona em apenas um artigo a liberdade religiosa e temos inúmeros dispositivos – que garantem a todos o direito à vida e o princípio da igualdade (art. 1°, inciso V; art. 3°, inciso I; art. 5°, incisos I, IV; art. 6°; art. 37; art. 60, parágrafo 4°, IV; art. 225, caput e parágrafo 1°, inciso VI e VII, parágrafo 3°);
- Considerando que não há liberdade de culto no Brasil, apenas liberdade de crença. Na prática, vários grupos não são contemplados com a liberdade de vivenciarem suas crenças e tradições. Sabatistas (que guardam o sábado) não são liberados de aulas, trabalho e concursos que ocorrem no sábado. Judeus e muçulmanos não têm opção de escolha de alimentação conforme seus preceitos em instituições públicas. Nas escolas públicas, alunos judeus, muçulmanos, adventistas (a maioria vegetarianos) não têm opção de cardápio de acordo com suas crenças. Mórmons, cuja tradição mais radical permite o casamento com mais de uma mulher, não podem exercer este preceito, pois bigamia é crime no Brasil. Evangélicos e protestantes não podem ultrapassar em seus cultos os limites da poluição sonora, que é crime ambiental no Brasil (art. 54 da Lei nº 9.605/1998);
- Considerando que segundo o censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), menos de 1% dos brasileiros é adepto da religiosidade afro- brasileira. Portanto, a atual lei impõe à maioria de 99% que se submeta a essa prática religiosa, e que além disso, cultos e crenças são baseados em percepções subjetivas, individuais, e não podem prevalecer sobre os interesses de uma sociedade laica como a nossa, na qual nenhuma religião é mais importante que a outra.
Considerando tudo isso, nós, ativistas pelos direitos dos animais do RS e do Brasil, assinamos esta Carta Aberta, porque manter o Código Estadual de Proteção aos Animais na forma como está, é aceitar que o Estado do Rio Grande do Sul afronte uma das "cláusulas pétreas" da Carta Magna, na medida em que fere o direito à igualdade, que é um dos pilares do Estado Democrático de Direito (art. 60, parágrafo 4°, IV, da CF), e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225 da CF) - que embora não esteja no rol de direitos e garantias individuais do art. 5°, há muito tempo já é considerado como um direito fundamental.
Nós, ativistas pelos direitos dos animais do RS e do Brasil, assinamos e convidamos todos a participar conosco desta jornada que, longe de ser discriminatória ou preconceituosa, defende os direitos de uma minoria, da mais oprimida e ignorada das minorias, os animais. Lembrando que o direito da minoria visa proteger os mais fracos, os grupos em inferioridade, ameaçados, e, à toda prova, os mais débeis, ainda que não em número, são os animais.
Porto Alegre, 4 de abril de 2015.
Rio Grande do Sul
1. AAPAS - Associação dos Amigos e Protetores dos Animais de Seberi - Seberi
2. Ação pelos Direitos dos Animais - Porto Alegre
3. ACAPA - Associação Carazinhense de Proteção aos Animais - Carazinho
4. Adoradores de Vira-Latas - Porto Alegre
5. AGPA - Associação Guaibense Protetora dos Animais - Guaíba
6. AIMPA - Associação Imbeense de Proteção aos Animais - Imbé
7. Amigo Bicho & Companhia - Grupo de Conscientização da Vida Animal - Rio Grande (MGDA)
8. Amigos - Associação de Proteção e Defesa da Vida Animal - Gravataí (MGDA)
9. AMOGA - Associação Montenegrina dos Guardiões dos Animais - Montenegro (MGDA)
10. Anjos Caninos - Canoas
11. APASFA - Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis - Carazinho (MGDA)
12. APATA - Associação Protetora de Animais de Taquara - Taquara (MGDA)
13. APAVE - Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis de Veranópolis - Veranópolis
14. APROBEM - Associação Municipal de Proteção e Bem Estar Animal - São Jerônimo (MGDA)
15. APROCAN - Associação Protetora dos Animais de Canoas - Canoas (MGDA)
16. Arca dos Bichos - Porto Alegre
17. ARPA - Associação Riograndense de Proteção aos Animais - Porto Alegre
18. ASPA - Associação Santanense de Proteção aos Animais - Santana do Livramento (MGDA)
19. Associação Amigo Bicho - Passo Fundo
20. Associação Brechó Chicão - Caxias do Sul (MGDA)
21. Associação Camarense de Proteção aos Animais - General Câmara (MGDA)
22. Associação Gaúcha de Proteção aos Animais - Charqueadas
23. Associação Jeronimense de Proteção aos Animais - São Jerônimo
24. Associação Pelotense de Cidadania - Pelotas (MGDA)
25. ATPA - Associação Torrense de Proteção aos Animais - Torres (MGDA)
26. Bem do Gato - Porto Alegre
27. Bicho Carente - Estância Velha
28. Bicho de Rua - Porto Alegre
29. Bichos do Campus - Associação de Defesa Animal e Ambiental do Campus do Vale - Porto Alegre
30. CAPA - Clube dos Amigos e Protetores dos Animais - Passo Fundo
31. Cavalo de Lata - Santa Cruz do Sul
32. Clube Amigo dos Animais - Santa Maria (FNPDA e MGDA)
33. CMPDA - Conselho Municipal de Proteção e Defesa aos Animais de Caiçara - Caiçara
34. CONVIDAS - Associação para Conservação da Vida - Passo Fundo (FNPDA)
35. Duas Mãos Quatro Patas - Porto Alegre
36. Felinos do Parque - Porto Alegre
37. Focinho On Line - Porto Alegre
38. GADA - Grupo de Amparo e Defesa dos Animais - São Leopoldo (MGDA)
39. GAE - Grupo pela Abolição do Especismo - Porto Alegre
40. Gatos & Amigos - Porto Alegre (FNPDA)
41. Gatos da Redenção - Porto Alegre
42. Grupo Ramatis - Porto Alegre (MGDA)
43. Luz Animal - Porto Alegre
44. MGDA - Movimento Gaúcho de Defesa Animal e entidades filiadas
45. NBPASFA - Núcleo Bageense de Proteção aos Animais São Francisco de Assis - Bagé (MGDA)
46. ONDA - Organização Nacional de Defesa Animal - Cachoeirinha (MGDA)
47. ONDAA - Organização pela Dignidade dos Animais Abandonados - Novo Hamburgo (FNPDA e MGDA)
48. ONG Chicote Nunca Mais - Porto Alegre (MGDA)
49. ONG dos Peludos - Farroupilha (MGDA)
50. ONG Mira-Serra - Porto Alegre
51. Open Bar Canino ¬- Porto Alegre
52. PAC - Proteção Animal de Caxias do Sul - Caxias do Sul (MGDA)
53. Patas Dadas - Porto Alegre
54. Paula Adoradores de Vira-latas - Viamão
55. Pega Bicho - Cidreira
56. Princípio Animal - Porto Alegre (MGDA)
57. Pró-Bicho Gaúcho - Porto Alegre
58. Protetores Voluntários - Viamão
59. REDIA - Rede de Educação Estadual dos Direitos dos Animais e do Meio Ambiente - Porto Alegre (MGDA)
60. Reino Gato - Porto Alegre
61. Sarau Culturau - Porto Alegre
62. Sítio Sol & Lua - Águas Claras
63. SOAMA - Sociedade Amigos dos Animais - Caxias do Sul
64. SOS Animais - Viamão
65. SOU DO BEM CAUSA ANIMAL - Porto Alegre
66. Te Amo Bicho - Tramandaí
67. UAPA - União das Amigas Protetoras de Porto Alegre - Porto Alegre
68. União Santa Mariense Protetora dos Animais - Santa Maria (MGDA)
69. UPV - União Pela Vida - Porto Alegre (MGDA)
70. Vanguarda Abolicionista - Porto Alegre
71. Vidanova - Porto Alegre
72. Vila dos Peludos - Porto Alegre
Brasil
73. A.C.D.A. - Associação Cachoeirense de Defesa Animal - Cachoeira de Macacu - RJ (FNPDA)
74. AADAMA - Associação Amigos Defensores dos Animais e Meio Ambiente - Jaboatão dos Gurarapes – PE (FNPDA)
75. ABRIGO PICCOLINA - Instituto de Ajuda aos Animais - Avaré – SP (FNPDA)
76. AJUDAA - Associação Jurídica de Defesa Ambiental e Animal - São José do Rio Preto - SP (FNPDA)
77. AMA - Amigos dos Animais - SE (FNPDA)
78. AMA - Associação Protetora Amigos dos Animais e Meio Ambiente - Itápolis - SP (FNPDA)
79. AMADA - Associação Maranhense de Defesa Animal - São Luís - MA (FNPDA)
80. AMC - Associação Mata Ciliar - Jundiaí - SP (FNPDA)
81. Amigos de Francisco - Grupo de Auxílio aos Animais Carentes Amigos de Francisco - Miguel Pereira - RJ (FNPDA)
82. APA - Associação de Proteção aos Animais de Botucatu - SP
83. APA - Associação de Protetores dos Animais - Recife - PE (FNPDA)
84. APA JACAREÍ - Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis - Jacareí - SP (FNPDA)
85. APAA - Associação Paulista de Auxilio aos Animais - São Paulo - SP (FNPDA)
86. APAC - Associação de Proteção aos Animais de Cosmópolis - Cosmópolis - SP (FNPDA)
87. APASBS - Associação Protetora de Animais de São Bento do Sul - São Bento do Sul - SC (FNPDA)
88. APASCS - Associação Protetora de Animais de São Caetano do Sul - São Caetano do Sul - SP (FNPDA)
89. APIPA - Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais -Teresina - PI (FNPDA)
90. APPA - Associação Paranaense Protetora de Animais - PR (FNPDA)
91. APRABLU - Associação Protetora de Animais de Blumenau - Blumenau - SC (FNPDA)
92. APRAP - Amigos e Protetores dos Animais de Palhoça - Palhoça - SC (FNPDA)
93. ARCA BRASIL - Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal - São Paulo - SP (FNPDA)
94. ASPAN - Associação Sabarense Protetora dos Animais e da Natureza - Sabará - MG (FNPDA)
95. ASSCOMA - Associação para Combate aos Maus Tratos de Animais - Ananindeva - PA (FNPDA)
96. Associação Amigos do Peixe Boi - Manaus - AM (FNPDA)
97. Associação ANIMAVIDA - Petrópolis - RJ (FNPDA)
98. Associação Arca de Noé de Proteção aos Animais - Matinhos - PR (FNPDA)
99. Associação de Amparo aos Animais de Pequeno Porte de Salto - Salto - SP (FNPDA)
100. Associação Órion Saint Germain de Proteção Animal e Ambiental - Brasília - DF (FNPDA)
101. Associação Protetora de Animais de Varginha - Varginha - MG (FNPDA)
102. Associação São Francisco de Assis para Proteção Animal - Balsa Nova - PR (FNPDA)
103. AVA - Associação Vida Animal - Ribeirão Preto - SP (FNPDA)
104. BRALA - Brazucas Associação para Lutar pelos Animais – Camaragibe - PE (FNPDA)
105. CEPRA - Centro de Preparação e Recuperação de Animais - São Paulo - SP (FNPDA)
106. Clube das Pulgas - Grupo de Proteção aos Animais - São Paulo - SP (FNPDA)
107. Clube dos Vira-Latas - Grupo de Proteção aos Animais de Ribeirão Pires - Ribeirão Pires - SP (FNPDA)
108. COMBINA - Companhia dos Bichos e da Natureza - Nova Friburgo - RJ (FNPDA)
109. Companhia das Patas - São Sebastião - SP (FNPDA)
110. Companhia Muqui - Arte, Educação e Meio Ambiente - Arujá - SP (FNPDA)
111. D. A. - Defensores dos Animais - Rio de Janeiro - RJ (FNPDA)
112. DAAJ - Defesa Animal e Ambiental com Apoio Jurídico - Rio de Janeiro - RJ (FNPDA)
113. Defesa da Vida Animal - Santos - SP (FNPDA)
114. ECOSUL - Florianópolis – SC (FNPDA)
115. Estimação - Sociedade de Proteção aos Animais - São Paulo - SP (FNPDA)
116. FAOS - Federação das Associações e ONGs do Estado de São Paulo – SP
117. FELBRAS - Associação Protetora de Animais Felinos do Brasil - São Paulo - SP (FNPDA)
118. FNPDA - Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e filiadas em 19 estados do Brasil
119. Fundação Alexandra Schlumberger - Sorocaba - SP (FNPDA)
120. GAAMA - Grupo de Apoio aos Animais Maltratados e Abandonados - São Bernardo do Campo - SP (FNPDA)
121. GAB - Grupo Amigo Bicho - São José dos Campos - SP (FNPDA)
122. GAPA - Grupo de Assistência e Proteção aos Animais e ao Meio Ambiente - Petrópolis - RJ (FNPDA)
123. GCE - Grupo Consciência Ecológica - São José dos Campos - SP (FNPDA)
124. GPA - Grupo de Proteção aos Animais - Manaus - AM (FNPDA)
125. GRUPO VIDA ANIMAL - Associação Grupo de Voluntários Valorização da Vida Animal - Jundiaí - SP (FNPDA)
126. HACHI ONG - Proteção Animal - Blumenau - SC (FNPDA)
127. IFEC - Instituto Interamericano de Fomento a Educação, Cultura e Ciência - Niterói - RJ (FNPDA)
128. Instituto Iluminar- Ribeirão Preto - SP (FNPDA)
129. Instituto Nina Rosa - São Paulo - SP (FNPDA)
130. ISBI - Instituto de Sustentabilidade para Biodiversidade - Serra Negra - SP (FNPDA)
131. ITEC - Instituto Técnico de Educação e Controle Animal - São Paulo - SP (FNPDA)
132. IVVA - Instituto de Valorização da Vida Animal - Campinas - SP (FNPDA)
133. MMDA - Movimento Mineiro pelos Direitos Animais - MG
134. Movimento SOSBICHO de Proteção Animal - Curitiba - PR (FNPDA)
135. Natureza em Forma - São Paulo - SP (FNPDA)
136. NEAFA - Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis - Maceió - AL (FNPDA)
137. Núcleo Independente de Proteção Animal Arca de Noé - São Caetano do Sul - SP (FNPDA)
138. Olhar Animal - Em defesa dos seres sencientes - São Paulo - SP
139. ONG 8 Vidas – Rio de Janeiro - RJ
140. ONG Anjo de Patas de Caraguatatuba – SP
141. OPAM - Organização dos Protetores de Animais Abandonados e Maltratados - Mauá - SP (FNPDA)
142. PATA - Proteção Adoção e Tratamento Animal - Manaus - AM (FNPDA)
143. PEA - Projeto Esperança Animal - São Paulo - SP
144. PRÓ-ANIMAL - União pela Conscientização Ambiental e Preservação da Vida - SP (FNPDA)
145. PROBEM - Associação de Proteção e Bem-Estar Animal - Curitiba - PR (FNPDA)
146. Pró-Carnívoros - Atibaia - SP (FNPDA)
147. PROIDEA - Associação Ética, Educação, Saúde e Natureza - Rio de Janeiro - RJ (FNPDA)
148. Projeto GAP - Grupo de Apoio aos Primatas - São Paulo - SP (FNPDA)
149. Projeto Mi & Au - Associação Guarulhense de Proteção Animal - Guarulhos - São Paulo (FNPDA)
150. Projeto Mucky - Itu - SP (FNPDA)
151. Projeto Vira Lata Macapá - AP
152. Quintal de São Francisco - Sociedade Civil Beneficente de Proteção aos Animais - São Paulo - SP (FNPDA)
153. Rancho dos Gnomos - Associação Santuário Ecológico - ASERG - Cotia - SP (FNPDA)
154. S. O. S. 4 Patas - Centro de Proteção e Defesa dos Animais de Resende - Resende - RJ (FNPDA)
155. S. O. S. Animal - Suzano - SP (FNPDA)
156. S. O. S. Fauna - Juquitiba - SP (FNPDA)
157. S. O. S. VIDA ANIMAL - Londrina - PR (FNPDA)
158. Sociedade de Proteção e Bem-Estar Animal Abrigo dos Bichos - Campo Grande - MS (FNPDA)
159. Sociedade Goiana de Proteção aos Animais - Goiânia - GO (FNPDA)
160. Sociedade Protetora dos Animais do Espírito Santo - Vitória - ES (FNPDA)
161. Sociedade Protetora dos Animais VIDANIMAL - Itabirito - MG (FNPDA)
162. SOZED - Sociedade Zoófila Educativa - São Paulo - SP (FNPDA)
163. SPAM - Sociedade Protetora Ambiental de Maracanaú - Maracanaú - CE (FNPDA)
164. SVB - Sociedade Vegetariana Brasileira - São Paulo - SP (FNPDA)
165. Tribuna Animal - Associação de Proteção Animal e Ambiental - São Paulo - SP (FNPDA)
166. UAPA - União Andreense Protetora dos Animais - Santo André - SP (FNPDA)
167. UIPA Ceará - União Internacional Protetora dos Animais - Fortaleza - CE (FNPDA)
168. UIPA Itapetininga - Itapetininga - SP (FNPDA)
169. UNCAPROF - União Cabreuvana Protetora da Fauna e Flora - Jundiaí - SP (FNPDA)
170. União Defensora dos Animais Bicho Feliz - Salvador - BA (FNPDA)
171. União em Defesa e Respeito à Vida Animal - Caruaru - PE (FNPDA)
172. UPA - União Protetora dos Animais - Campinas - SP (FNPDA)
173. USPA - União Sanjoanense de Proteção aos Animais - São João da Boa Vista - SP (FNPDA)
174. Veganos Brasil - SP e SC
175. Vira Lata é Dez - Associação Protetora dos Animais Domésticos - São Paulo - SP (FNPDA)
176. VSF - Associação dos Veterinários Sem Fronteira - Itapecerica da Serra - Itapecerica da Serra - SP (FNPDA)
PARECER TÉCNICO - USO DE ANIMAIS EM RITUAIS RELIGIOSOS
Como médico veterinário, pesquisador e professor do Curso de Medicina Veterinária há mais de 15 anos, me sinto á vontade para tratar de assunto tão tormentoso para a sociedade, mas que merece reflexão e esclarecimentos baseados nas demandas sociais e culturais, mas acima de tudo nos conhecimentos das ciências biológicas e jurídicas. Desde a obra "Origem das espécies", de Darwin, que nos reconhecemos pertencente ao utilizarmos os outros animais em pesquisas médicas. Os sistemas neuro-endócrinos relacionados aos mecanismos emocionais e da dor, são semelhantes, especialmente, nos mamíferos, pois na veterinária usamos os mesmos tranquilizantes, anestésicos e analgésicos usados em humanos. Também já não há mais dúvidas de que os animais têm consciência e vida emocional, que sofrem mentalmente e que têm prazer. Um fato reconhecido pela comunidade científica internacional na Declaração de Cambridge de 2012. Além disso, há espécies (aves e ruminantes) que, por terem comportamento de presa, não demonstram sinais de dor e sofrimento facilmente perceptíveis ao leigo, mas sofrem como o cão e o gato. Assim, a despeito da própria vida desperdiçada, sob o argumento cultural ou religioso, não podemos pactuar com práticas que sabidamente provocam dor e sofrimento desnecessário, pois em rituais religiosos não há qualquer tipo de dessensibilização ou anestesia prévia ao sacrifício. E, por óbvio, que um animal que é contido e levado a um lugar estranho, mutilado, submetido à sangria e deixado para morrer em agonia (o que pode levar vários minutos ou horas) acaba por sofrer física e emocionalmente. (Prof. Dr. Renato Silvano Pulz, professor das disciplinas de ética e bem-estar animal, cirurgia e anestesiologia veterinária, Curso de Medicina Veterinária da Ulbra).
Fonte: OLHAR ANIMAL

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