terça-feira, outubro 18

Na REDE DO BEM, salvando pequenas vidas!

Quem vive sem Internet hoje em dia? Precisamos da rede mundial para trabalhar, nos aperfeiçoar profissionalmente, nos informar, encontrar amigos, comprar...a lista é interminável. Mas talvez o mais lindo dessa tecnologia toda seja o poder de espalhar o bem! O poder de salvar vidas! O poder de construir a felicidade! Sei o que você está pensando: nem tudo são flores no mundo virtual.  E nem no mundo real! Claro, você conhece algo mais contraditório do que o SER HUMANO? Aqui, porém, nós vamos conhecer três pessoas que estão fazendo da Internet uma grande REDE DO BEM. São três amigas que, diariamente, travam batalhas sem fim contra o abandono e maus tratos aos animais, uma luta tão conhecida por todas as protetoras espalhadas pelo nosso Brasil. Eis o relato delas:


O grupo Mural dos Bichos RS – Projeto Animal é Tri! foi criado em julho de 2011 por Cláudia Cantagalo, Tathi Jaeger e Marcela Mourão. Nós três participávamos de outro grupo e optamos por começar um trabalho juntas. A ideia é ter uma página no Facebook para a divulgação de casos da rede de proteção animal do Rio Grande do Sul, tanto dos nossos casos, quanto de protetoras da rede que são conhecidas e de confiança. Assim criamos um espaço para que o trabalho de todas seja conhecido e conte com apoio de simpatizantes da causa.

Com pouco mais de três meses, a página já tem quase dois mil fãs e esperamos seguir crescendo. É um trabalho demorado de se ver o resultado. Mas desde o início, pequenas vitórias foram comemoradas. Um exemplo muito legal foi a divulgação da iniciativa da protetora Ana Cruz. Ela tentava doar há mais de um ano duas amadas cachorrinhas que tinham pequenos “defeitinhos”, tiques resquícios de doenças já curadas, mas que, por preconceito de muitos, as impediam de achar um lar. A Ana, então, fez um pedido para que voluntários as levassem para passear, já que as duas viviam numa clínica, a maior parte do tempo em gaiola. O resultado foi que as duas famílias que levaram as amadas para passear, se apaixonaram por elas e as adotaram.

No momento que criamos a página, estávamos com muitos animais à procura de lar. Eram duas ninhadas lindas e mais uma mamãe mestiça de linguiça e seu inseparável filhote de cerca de um ano. O desafio era achar bons  lares para os bebês e para a família. 

Os “salsichas” chegaram a fazer uma sessão de fotos profissional oferecida pelas amigas do Cão em Quadrinhos. Ficaram lindos, mas ainda assim seguiam na clínica. Para a nossa felicidade, uma pessoa ofereceu para fazer lar temporário para os dois e, em seguida, surgiu um adotante que quis adotá-los juntos! Ficamos realizadas, pois não queríamos separar mamãe e filho.

A Diva é outra que finalmente teve um final feliz... A Diva é o caso clássico de abandono. As pessoas não castram seus animais e quando cruzam levam para um ponto distante de suas casa empurrando o problema para os outros. Resgatamos a Diva no dia seis de abril. Ela estava com muito medo e aparentava estar com dor, suspeitamos que foi chutada por estar grávida. Ela ficou internada em um clinica veterinária para ter seus filhotes em segurança.  Após o nascimento, para nossa tristeza, alguns filhotes adoeceram, mas os outros foram doados mas ninguém se interessava pela diva por já ser adulta. Porém, depois de algum tempo de luta e divulgação, conseguimos encontrar uma nova casa para Diva graças à página. A Monique nos adicionou e conheceu o caso da Diva e quis ajudar. Hoje ela está em processo de apresentação para suas novas oito maninhas e um maninho.

Mas mesmo com todo o cuidado na hora de ter um animal nosso adotado, as devoluções ainda ocorrem. Este ano tivemos duas devoluções, o que para nós, é muito triste. Cuidamos deles com todo o carinho, e esperamos que seus donos os cuidem do mesmo jeito.

O primeiro a ser devolvido foi o Nino, um dos filhotes da Diva. Ele foi o primeiro a ser levado para seu lar. A família parecia ser muito responsável, afinal tinha adotado quatro gatos. Mas infelizmente nos enganamos, quiseram devolver e ainda ameaçaram deixá-lo num sítio, caso não fôssemos buscá-lo o mais rápido possível.

A segunda devolução foi da Pipoca, uma cadelinha que venceu o abandono, a cinomose e a tosse dos canis. Ela foi adotada e ficou três meses nessa casa. Mas como ela comia coisas, seu dono não a quis mais. Mandamos um adestrador para ver se tinha como educá-la, mas o dono não quis. Então Pipoca foi devolvida e voltou para a casa de passagem onde estava.
Cláudia Cantagalo

Tathi Jaeger
Marcela Mourão
 Como fazer a diferença

Disque-resgate não existe, infelizmente. Gostaríamos muito de um dia podermos ter condições de atender tantos pedidos sem depender de ninguém, de governo, de nada, mas isso quase beira a utopia onde vivemos... 

Somos todas protetoras voluntárias independentes (não somos instituição). Estamos sobrecarregados de animais em casas de passagem (pagamos mensalidades sem ajuda, do nosso bolso mesmo), em tratamento em clínicas. Não existe um telefone que se ligue e busque. O que existe é a iniciativa de cada pessoa ao se deparar com um animal necessitando ajuda. No início pode parecer difícil, inviável, mas acreditem, não é!
Quando acontecer, sugerimos resgatar, encaminhar para uma clínica para o tratamento, castração, fazer fotos e nos enviar para divulgarmos (tanto o pedido de ajuda para o tratamento, quanto pedido de adoção). Com prazer, podemos indicar clínicas que atendam baixo custo e também casas de passagem. 

Se CADA pessoa resgatar UM animal, é um ajuda tremenda tanto para o animal quanto para as protetoras que estão atoladas em dívidas. Protetor não é profissão, é um trabalho voluntário. Não é preciso treinamento algum para começar. É só ter a iniciativa. Pode ter certeza de que o se vai sentir ao resgatar um animal e salvar uma vida não tem preço que pague! De verdade!

Nós todas trabalhamos, estudamos, temos famílias e fazemos esse trabalho nas poucas horas vagas que nos restam. É cansativo mas recompensador! E é muito legal quando recebemos e-mail de pessoas relatando quando fizeram o "primeiro resgate" delas. Muitas pessoas que só curtiam a página e um dia resolveram fazer. Não esperamos que todos virem protetores e se sobrecarreguem como nós, mas se um animalzinho for salvo por uma pessoa, já é algo que faz muita diferença! 

Pensem nisso!

















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